Escrito por yushuu

[C] The Money of Soul and Possibility Control: Dinheiro? Midas?

Sim! A volta do blog, aparentemente, é definitiva. Essas quase férias estão me deixando muito suave pra fazer qualquer coisa, principalmente blogar (até que eu compre meu Call of Duty: Black Ops II, e espero que seja logo… tipo amanhã). Não sei se vocês sabem, mas eu também sou gamer. Aliás, acho que vocês não sabem muita coisa sobre mim. Tentarei fazer um FAQ aqui no blog, apesar de nunca terem me perguntado nada por aqui, sempre perguntam pelo Facebook ou Twitter. Enfim, aproveitem o post!

[C] The Money of Soul and Possibility Control começa quando o governo japonês é salvo à beira de um colapso financeiro por um Fundo Monetário. Mas para os cidadãos, a qualidade de vida não melhorou e o desemprego, crimes e suicídios aumentaram. Kimimaro, criado por sua tia materna depois do desaparecimento do pai e da morte da mãe, é um estudante universitário que só tem como sonho ter uma vida estável e normal. Um dia ele encontra um estranho homem que oferece muito dinheiro em troca do “futuro” dele. A partir daí, seu destino se altera e Kimimaro começa a ir ao Distrito Financeiro, onde deve ganhar lutas semanais chamadas de “deals” (ou negociações) para ganhar dinheiro e não perder seu “futuro”.

Sempre gostei de temas sobre dinheiro. Nosso mundo praticamente “gira” em torno do dinheiro, então nada mais justo do que tratar do mesmo. [C] conseguiu chamar minha atenção justamente por isso. História sólida, de um garoto que só queria viver normalmente, ganhando um dinheiro razoável apenas pra viver, até que o Chapeleiro Maluco misterioso Masakaki aparece. Tema interessante, personagens diferentes e com um clima meio pesado. Mas isso, obviamente, não é tudo.

Primeiramente gostaria de falar dos personagens. De, na verdade, três em especial, começando pelo protagonista. Kimimaro não é carismático, e talvez a falta de carisma seja o ponto que chame mais atenção, graças ao desenvolvimento do mesmo. No início, vemos um personagem normal (e normal até demais), e um tanto… mesquinho, deixando de sair com os amigos para economizar dinheiro (lembra alguém, né). Mas isso até a chegada do dinheiro Midas, que vou falar mais a frente.

Kimimaro começa a ter alterações na sua personalidade a cada momento da história, ficando obsessivo em alguns momentos, sensível em outros, ou até mesmo, mantendo a normalidade do início. Isso tudo graças ao dinheiro, e com uma ajuda da segunda personagem que vou comentar: Msyu (ou Mashu, como seu “dono” a chama). Ela é uma “asset” (ou posse, em português, apesar de alguns fansubs utilizarem o termo “ativo”), que ajuda o protagonista a vencer as lutas no Distrito Financeiro.

A amante de macarrão instantâneo é apenas uma projeção do futuro do personagem principal, mas, graças ao bom e velho clichê, ela não é tratada com o “apenas”. Mashu recebe um tratamento especial, quase uma espécie de amor. Na verdade, duas espécies de amor, mas não vou me aprofundar nesse tema, pois pode trazer um pouco de spoiler. Nada demais, só que prefiro não abusar.

Por último, Masakaki, o agente do Distrito Financeiro que convocou nosso protagonista para participar do incrível mundo dos Deals. Apesar de parecer não confiável, o personagem é um dos mais verdadeiros do anime, mas deve-se prestar muita atenção no que ele fala. Podendo transitar livremente entre as dimensões e alterar as mesmas, Masakaki consegue fazer com que as pessoas façam o que bem entende utilizando apenas o jogo de conversa, a maior qualidade de qualquer negociador. A presença do mesmo é de extrema importância, já que, além de representar a região onde está (há vários “tipos de Masakaki” no mundo), é a materialização do “poder” do dinheiro (que, de certa visão, é chefe dele).

Finalmente, vamos falar do dinheiro. Não do dinheiro “humano”, e sim do dinheiro Midas. Essa moeda é a utilizada no Distrito Financeiro, e possui um design bem característico, com detalhes negros e cinzentos. Negociadores conseguem distinguir o dinheiro normal do Midas, mas esse, por sua vez, também circula livremente no mundo real. O mais legal de tudo isso é que vemos uma enorme quantidade dessa moeda correndo pelo mercado, livremente, mostrando que sem ele, o mundo entraria numa grande crise.

As batalhas são bem bacanas. Apesar de curtas, dá para aproveitar bastante. Um ponto que gostei foi o uso de elementos de economia nas mesmas, como, por exemplo, o uso de capital para atacar, investimento para ajudar outros, magias baseadas em estratégias reais como, por exemplo, a não tão famosa Defesa Pac-Men. São pontos um tanto ignorados pelo grande público mas que, se pararmos para analisar, foi muito bem pesquisado e extremamente bem utilizado no tema do anime.

Apesar de todo o esquema de batalhas presentes na dimensão do dinheiro Midas, o conhecido Distrito Financeiro, o anime não dá foco às mesmas, algo que decepcionou muitos. Na minha visão, é até um ponto muito positivo, pois podemos dar um destaque maior pra o que realmente é importante: a relação sociedade x dinheiro, talvez o ponto principal do anime, e que deveria ser levado mais a sério pelo público (o que não acontece, infelizmente).

O anime mostra as ações de empresas grandes, interferindo na economia, manipulando diversas coisas, até mesmo o governo (que não está envolvido, mas geralmente é “ajudado”, em troca, claro, de benefícios para as empresas). Vemos que, se dependêssemos apenas do país e não dos capitais privados (e no caso de [C], do dinheiro Midas também), estaríamos, literalmente, ferrados. O mais legal disso tudo é que representa a realidade, querendo ou não. Exemplo é o que não falta.

O visual de [C] é muito bem feito, com ótimo uso de design alternativo para o dinheiro Midas e também para o Distrito Financeiro, além do belíssimo uso de luminosidade presente no anime. Mas uma coisa deixou o anime um tanto… mais feio: o uso de 3D. Sou muito chato pra esse recurso, e me incomodou um pouco. Acho que abusaram do 3D, principalmente, no Masakaki. O uso foi um tanto desnecessário, diferente de alguns momentos, como em transições de notas no Distrito Financeiro ou em alguns elementos da batalha.

O anime chama atenção, mas poderia ter sido executado melhor. Ficou um tanto rápido em alguns momentos, talvez 2 episódios a mais dessem conta do recado (até porque o anime possui apenas 11 episódios, um pouco abaixo da média dos 1-cour, com 12-13 episódios). Não há mangá do anime, ou algum outro tipo de distribuição do mesmo.

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