Escrito por yushuu

Review – Ookami Kakushi

Sentiram saudades? Espero que sim. Após todos esses anos sem fazer um post, estou aqui continuando o blog. Primeiramente, tive problemas com a internet (tive até ontem, mas eu mesmo consegui resolver, já que a NET mesmo não conseguia). Outra coisa que me atrapalhou bastante (além da preguiça) foi o meu horário com os estudos, mas finalmente consegui fazer um esquema bom o suficiente para continuar vendo animes, lendo mangás, jogando games, fazendo posts e, principalmente, estudando. Espero que compreendam. E aproveitem o novo layout do blog. Comentem o que acharam!

Ookami Kakushi conta a história de Hiroshi Kuzumi, um estudante de 16 anos que acabou de se mudar para o sereno vilarejo de Jogamachi. Rodeado de montanhas bem longe da cidade, a vila é dividida por um rio que separa a velha Jogamachi da nova Jogamachi. Hiroshi logo descobre que a vila possui misteriosas tradições e costumes que se mantiveram todos esses anos. Do nada, ele começa a ter uma grande amizade com seus colegas de classe, menos com a presidente da classe, Nemuru Kushinada, que o alerta para ficar longe da velha parte da cidade.

Vocês já sentiram raiva de ver um anime? Raiva mesmo, de querer socar o criador/produtor/toda a equipe responsável pelo mesmo? Então multiplique esse sentimento por mil. Sim, é exatamente assim que sinto sempre que lembro que Ookami Kakushi existe. Por quê? Bom, vamos lá para o primeiro ponto positivo que acabou virando um ponto negativo (ah sim, haverá diversos pontos negativos nessa análise, então fiquem preparados).

Estou me referindo à história. Mitos antigos misturados com lendas urbanas atuais, divisão misteriosa da cidade em duas partes, sumiços que ocorrem do nada, uso de lobos e estranhas laranjas, criaturas meio demônio meio humano… Dá para desenvolver uma belíssima obra prima com esses temas e características, não? Claro que dava, mas não fizeram nem 10%. A única coisa que conseguiram fazer foi, desculpe a expressão, cagar a história usando uma direção horrível.

Os primeiros episódios são bem legais, dá aquela tensão e curiosidade para saber o próximo episódio, de desvendar todos os segredos da cidade. Só que depois tudo se vai, como se esquecessem de prestar atenção na história e focalizarem em… nada. Não conseguem explorar o potencial do anime, jogam informações pra tentar convencer o telespectador de que há uma linearidade, mas isso não acontece. Acontecimentos inúteis e falta de uso dos recursos utilizáveis tiram, praticamente, metade dos pontos do anime.

Por que não usar tudo isso para transformar Ookami Kakushi em um anime de tensão psicológica? Ou simplesmente um suspense, daria pra fazer fácil. Shiki que tem uma história mil vezes mais simples consegue ter bem mais tensão, utilizando recursos simples (como ambientes escuros e macabros). Juro que no início imaginei que tudo isso seria usado no anime, mas infelizmente, nada disso é feito. Deixam o anime com um clima suave, com personagens que dão até vergonha de se apresentar.

“Pelo menos a animação eles acertaram”. Gostaria de falar isso. A animação varia muito. No início, muito bem feita (a parte da perseguição dos pseudo-demônios, em especial), mas depois tudo vira um Naruto mal feito (estou até xingando Naruto falando desse jeito). Só que nada supera uma animação, colocada desnecessariamente… A animação de CG. Para uma questão de comparação mais atual, lembram-se do “recém” lançado filme de Berserk?

Agora imagine todo esse CG… usado para cenas da garota de cadeira de rodas. Mas falando assim, estaria falando até bem do CG, já que o mesmo está mais próximo dos usados nas famosas propagandas do refrigerante Dollynho (o seu amiguinho). É tosco, ridículo, desnecessário, como já disse. Não caiu ainda a ficha de que gastaram o tempo deles para fazer exclusivamente essas cenas, fazendo com que pensemos que o trabalho para efetuar as mesmas é extremamente complicado. Enfim.

Trilha sonora é muito fraca. Não que ela seja ruim, mas as boas partes do anime (as pouquíssimas boas partes do início) não são usadas com as trilhas apropriadas. Momentos de “tensão” sem sons bons é como pegar Tom Jobim para tocar funk carioca (estou cheio de comparações hoje, peço desculpas). A única coisa que presta em relação a trilha sonora usada nos momentos certos é na abertura e no encerramento. Só.

Aliás, o último episódio é outra coisa inútil. O episódio serviu como um extra, tentando trazer uma comédia que o anime todo não trouxe, distraindo o público, trazendo uma visão engraçada dos personagens que são sérios, mas totalmente inútil. Poderiam ter trazido o episódio como um extra de um mangá aleatório, sei lá. Talvez queriam ter feito algo estilo School Days, que foi, na minha opinião, um pseudo-sucesso. Bom, continuando.

Basicamente é isso. Não vou me estender muito, não quero ficar escrevendo no review todo a minha revolta sobre o anime. E pelo incrível que pareça, dei 5 (de 10) para Ookami Kakushi no MyAnimeList, só pelo OP e ED e pelo potencial da história, mas só por isso também. O anime merecia no máximo um 3, de verdade. A obra possui 12 episódios e dois mangás, um que já encerrou e outro ainda em publicação.

Uma ideia sobre “Review – Ookami Kakushi

  1. Rayn

    Obrigado por dividir seus pensamentos conosco, estava na duvida mas já desistir de baixar, vou aguardar o proximo review, mais uma vez obrigado e parabens.

    Resposta

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