Escrito por yushuu

Review – Sakamichi no Apollon

Dae galera! Estão aproveitando as férias? Espero que sim, todos precisam dar um descanso dos estudos ou do trabalho. Eu estou aproveitando, dormindo e jogando muito League of Legends escrevendo muitos posts pra vocês, leitores (leia estilo Gaveta, do Jovem Nerd). Enfim, hoje trago um review de Sakamichi no Apollon, que enrolei tempos para ver. Pelo menos vi do MDAN Fansub, né. Enjoy!

Sakamichi no Apollon conta a história de Kaoru Nishimi, que graças ao trabalho do seu pai, se muda para Kyushu para viver com seus parentes. Até aí, Kaoru era um exemplo de aluno, extremamente tímido, mas acaba encontrando o bad boy Sentaro Kawabuchi. Com esse diabo em pessoa como colega de classe, Kaoro aprende a ter atração com jazz e encontra a primeira pessoa que pode chamar de “amigo”. Ele também descobre como é divertido tocar música com alguém.

Há três tipos de animes para mim. Os que são ruins, os que são bons, e os que marcam sua vida. Sakamichi no Apollon consegue ser os dois últimos. É incrível como o anime mexeu comigo de uma forma tão… inusitada. E não digo apenas em relação a sentimentos, mas em relação a… gostos musicais. Isso mesmo, gostos musicais. A chance de você começar a curtir um jazz e seu “swing” após ver o anime é imensa, graças a todos os elementos presentes, dos quais vou tentar citar aqui.

Primeiramente, vou falar de um dos poucos pontos negativos que vi no anime (na verdade, só encontrei um). Acho que o maior (e talvez único) ponto negativo é a primeira má impressão que você tem, e que pode ocasionar um drop de pessoas que não têm tanta paciência quanto outras: os traços. Não que os traços sejam feios ou coisa do gênero, mas… as garotas são um tanto masculinas. Sempre disponibilizo screens do anime, e você perceberá isso facilmente. Não sei se me expressei bem, mas quero reforçar que isso não é um ponto negativo, e sim algo que encaminha um drop para pessoas que se incomodam facilmente com traços “diferentes”.

Outra coisa que deixou muitos receosos com o anime foi um possível yaoi que ocorreria na história. Não, isso não ocorreu. O que acontece é que as pessoas não percebem que os personagens principais são adolescentes… da década de 60/70. Claro, alguns comportamentos como aqueles presentes no anime nos deixaria dúvidas em relação a opção sexual dos dois, mas se levarmos em conta a época, vemos que tudo não se passa de inocência e da mais pura amizade. Claro, tem o Seiji Matsuoka, mas deixemos ele de lado.

Aliás, esse é um ótimo ponto para se discutir: a imersão que há decorrente a época da qual se passa o anime. Conseguimos ver pequenas coisas que conseguem marcar bem isso, como a loja de discos de vinil (que sempre está movimentada), a cidade com marinheiros vestidos a caráter como em antigos filmes americanos e seus patriotas sempre bêbados, a ingenuidade das pessoas em relação a coisas novas, a explosão do The Beatles entre, principalmente, as garotas, revoltas entre estudantes e governo japonês, etc. Tudo muito bem retratado, com os mínimos detalhes.

E ainda não tirando muito do traço da cabeça, vamos falar de outros elementos do estilo do anime. A iluminação é algo que deixa Sakamichi no Apollon um tanto único, deixando-o um tanto arredondado, tentando aproximar um pouco do realismo e ajudando a dar uma profundidade que é extremamente necessária ao anime, principalmente em momentos em que os personagens começam a se embebedar com a beleza que conseguem emitir de seus instrumentos, tocando o velho jazz.

Outro ponto sobre o estilo do anime é a animação incrível presente. É impossível não notar a diferença entre um anime comum e Sakamichi no Apollon em relação à animação. Não é só a velocidade da mesma que impressiona, mas também a belíssima execução. Mesmo uma pessoa que desconheça quaisquer coisas sobre música, consegue perceber que os personagens realmente estão tocando, estão conseguindo fazer com que a melodia saia em cada teclada, em cada baquetada que dão. Achei incrível isso, e olha que a música não é a única finalidade do anime.

Claramente percebemos que Sakamichi no Apollon possui duas visões. A primeira visão, a limitada, é de quem vê o anime apenas como mais um K-ON! sério sobre jazz, uma visão um tanto errônea, se me permite, o que não faz com que ela deixe de ser uma. A outra visão, a mais abrangente (e mais correta ao meu ver), é a visão de quem vê o anime como um drama, misturado com o jazz um tanto de fundo na história. Digo “um tanto” pois o jazz é um elemento importante na trama, mas não é extremamente necessário para a execução da mesma.

O ponto que quero chegar é a interação dos personagens entre si. O amor, a amizade que acontece entre eles é o ápice do anime, a minha humilde opinião. Altos e baixos, criação de triângulos amorosos gerados, talvez, pela incrível mente adolescente em desenvolvimento (até porque, querendo ou não, estão no segundo/terceiro ano do ensino médio), sentimentos sendo descobertos, amizades sendo criadas, o vício de ter alguém sempre por perto para apoiar cada decisão. Tudo isso (e claro, muito mais, pois não consigo demonstrar tudo com palavras) você encontra no anime.

Conseguimos ver uma boa representação do que comentei (a mente adolescente) com várias brigas que ocorrem durante o anime. Não as de porrada, mas as brigas sentimentais entre os personagens principais. Isso até seria um tanto infantil, mas querendo ou não, sempre carregamos várias coisas da infância: brigas que acabam no dia seguinte. Quem nunca brigou com o melhor amigo e no dia seguinte tudo aquilo já tinha passado? Exato, você leu isso mesmo. Melhor amigo.

Não é nenhum spoiler falar que o Sentarou e o Kaoru se tornariam melhores amigos, mas no final do anime… Bom, isso já é spoiler. Mas vamos passar um pouco por cima sobre os episódios finais, caracterizando-os com duas palavras: tensão e drama. Confesso que em alguns momentos do anime me deixaram com uma vontade imensa de chorar, mas os episódios finais foram muito tocantes. Tudo acontecendo, e você fica torcendo pra tudo dar certo, mas aí… Bom, vocês entenderam.

Agora, finalmente, a hora de falar da trilha sonora. Bom… não tem. Isso, simplesmente não tem uma boa trilha sonora. Mas isso não é um ponto negativo, já que o anime não precisa de uma trilha sonora. O anime respira música, respira o velho jazz, e não é necessário quaisquer músicas para acrescentar algo no anime. As músicas que são tocadas de fundo do anime são o mais puro jazz, que são tocadas ocasionalmente no mesmo. Até porque não tem nada mais prazeroso que ouvir uma boa música sendo tocada no acústico, limpa; o silêncio entre dois jovens aprendendo a se amar ou então as boas risadas com seus melhores amigos.

O anime trás uma experiência prazerosa para quem o assiste, e não decepciona de jeito algum. Recomendo fielmente a todos, principalmente aos que curtem um bom drama, um anime com temática envolvendo uma forte amizade, um pouquinho de romance, escolhas que devemos tomar na vida, deixar o passado de lado e, claro, para quem curte ou quer começar a apreciar o bom e velho jazz. Sakamichi no Apollon é composto de 12 episódios de 22 minutos cada um, e foi baseado em um mangá de mesmo nome. O mangá teve início em setembro de 2007, e foi finalizado no começo de 2012, totalizando 9 volumes com 45 capítulos.

2 ideias sobre “Review – Sakamichi no Apollon

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