Escrito por yushuu

Review – Ano Hana

Olha só quem tá escrevendo de novo! Será que os posts se tornarão diários? Não. Mas já é algo, né. É muito difícil escrever durante a semana, tenho pouquíssimo tempo disponível para ver animes, muito menos escrever posts. Mas vou me esforçar. O post anterior de Shiki demorou sábado inteiro para ser feito, estava com um bloqueio mental artístico inacreditável (se é que podemos chamar isso de arte), mas hoje estou mais animado, e espero que termine mais rápido e mais cedo em relação a horário. Hoje trago o review de um anime que marcou bastante a minha vida… Ano Hana!

Ano Hi Mita Hana no Namae wo Bokutachi wa Mada Shiranai (ou simplesmente Ano Hana) conta a história de Jinta Yadomi e seu grupo de amigos de infância que se separam quando um deles, Meiko “Menma” Honma, morre em um acidente. Anos depois, o líder do grupo, Jinta Yadomi, virou praticamente um hikikomori. Uma Menma crescida aparece para ele, e diz que ela tem que ter seu desejo realizado, apesar dela ainda não saber qual é esse desejo.

Sabia que esse dia chegaria. Revelar tudo que sei (e… sinto) sobre Ano Hana. É complicado fazer um review de um anime desse tipo. Um anime que é difícil analisar tão tecnicamente,  sim emocionalmente. E esse fato é o primeiro ponto que quero esclarecer, antes de toda a análise que aqui se encontra: Ano Hana é um anime de emoções. Caso você seja uma pessoa que não tenha sentimentos ou seja extremamente frio, acho que não seria uma boa ver esse anime, de verdade. Não, não chorei com Ano Hana. Claro, me emocionei, veio aquele formigamento ao redor e principalmente em baixo dos olhos, mas não chorei. O que quero dizer é que você não é sentimental se chorar.

A construção dos personagens foi muito bem elaborada, tendo aqueles velhos conhecidos de quaisquer histórias: garoto bonzinho que não sabe o que quer da vida, garota que gosta dele mas é influenciada facilmente, garoto inocente que é sempre feliz, garota que é nerd e garoto que é o bonzão mas ainda assim perde do garoto bonzinho. Mas além disso, há algo que não é tão comum… Uma pessoa desse grupinho de amigos morre. E logo quando ainda era apenas uma criança. Isso choca bastante. Aliás, pegue os pontos “tristes” durante a análise, decore-os e entenda, mais ou menos, ao final da mesma.

A interação dos personagens é bem interessante. Apesar de serem amigos de infância, se afastam tanto que têm que fazer amizade entre eles mesmos novamente, fazendo tudo que já fizeram, de novo, graças ao terrível acidente que ocorreu (do qual todos se sentem culpados). A evolução dessa intimidade ocorre no tempo certo, e em determinado ponto, todos percebem que já se conhecem e que ninguém mudou tanto assim, todos continuam do mesmo jeito, só que apenas por dentro, para não parecerem tão frágeis como realmente são em suas vidas.

Outra coisa bacana de acrescentar é a trilha sonora… Que não tem. Simplesmente não tem. Mas, por incrível que pareça, conseguem investir tudo na ending do anime, e realmente funciona extremamente bem. A música é muito triste, e nem precisa saber a tradução para ver como ela é na verdade, fazendo com que cumpra a finalidade de Ano Hana. A música ajuda infinitamente a deixar o clima pesado, triste. Acho que praticamente todas as vezes (digo, todos os episódios) que a música começa, geralmente no final, algo triste está acontecendo. Guarde isso.

Um detalhe que gostaria de destacar… são os detalhes. Ano Hana se preocupou muito em fazer objetos, lugares, enfim, pequenos detalhes em geral que, se prestarmos a atenção, podemos ver que, ou trazem alguma informação não tão importante para o anime, ou trazem algo engraçado. Um momento que acho que explica muito bem minha colocação é quando o personagem Poppo vai fazer um discurso (na verdade, abrir, mas enfim) para seus amigos e para fingir um microfone, pega uma revista pornográfica enrolada.

Agora vou falar o ponto mais “polêmico” da minha review (e, por enquanto, do blog). O fato é que: Ano Hana é um anime para chorar. Sim, e daí? Bom, esse talvez seja o problema. O anime insiste no dramalhão no decorrer da série inteira, forçando partes não tão tristes com sua apelação de “coloque-se no lugar deles” e com a triste música do ending. Bom, pode até ser triste, mas precisava de tanta apelação assim? Está na cara que a finalidade do anime é essa, mas é só essa.

Não há tanta preocupação com os outros elementos que sempre são bem vindos, como… história. Querendo ou não, um grupo de amigos onde um morre e todos se juntam por causa dele não é tão original assim. Claro, não tiremos os créditos, mas cá entre nós, poderia ter sido melhor. Não sei se vocês recordam, mas o anime possui apenas 11 episódios. Sim, foi o suficiente. Foi suficiente para cumprir o objetivo de deixar pessoas chorando, e não para fazer uma história densa e com uma criatividade inacreditável.

Espero que vocês não me entendam mal, me achando um ser “sem coração”, ou sei lá o que. Eu realmente me senti comovido ao extremo com Ano Hana, mas acho que o anime não passa muito desse dramalhão. Apesar de tudo, gostei muito do anime. Aliás, “recentemente” (após o lançamento do anime) lançou o mangá, mas aparentemente, segundo o MangaUpdates, nenhum scanlator pegou o projeto para traduzir. Apesar de tudo, adoraria ter a oportunidade de ler o mangá.

Vou aproveitar também para desejar feliz dia dos namorados para todos, inclusive os solteiros. Apesar de hoje não ser o dia oficial, e sim um mero “ataque do capitalismo”, ainda assim é bom desejar, para não perder o costume da sociedade (que já sou extremamente contra, mas fazer o que). Quero desejar um feliz dia dos namorados especial para minha namorada, @naomi_cherry. Te amo, japa! E espero que gostem do post, aproveitem para chorar e se emocionar com a história do anime de nome gigante.

3 ideias sobre “Review – Ano Hana

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