Escrito por yushuu

Review – Shiki

Acreditem, o blog não morreu. Tá, ele morreu, mas estou aproveitando esse feriadão para ressuscitá-lo. Nesse tempo todo ausente, consegui arrumar tempo para estudos, animes e agora, finalmente, pro blog. Ainda está tudo no “provisório”, mas faz parte. Peço desculpas pela demora de posts, mas espero também que entendam minha situação. A partir de agora, se todos os meus planos derem certo, o blog terá, no mínimo, dois posts por semana… por enquanto. Pretendo transformar o “dois por semana” em “um por dia”, mas isso requer tempo, preparação, etc… Enfim, o post de hoje é sobre Shiki, da temporada Summer 2010. Sim, outro anime de mistério e suspense no blog! Inclusive, visitem o blog Elfen Lied Brasil, da @beta_blood!

Shiki se passa num quente verão nos anos 90, em um pequeno e quieto vilarejo chamado Sotoba. Uma série de misteriosas mortes começam a se espalhar no vilarejo, ao mesmo tempo que uma estranha família se muda para a gigante e abandonada mansão Kanemasa. Toshio Ozaki, médico do único hospital de Sotoba, inicialmente suspeita de uma epidemia. Mas as investigações continuam e as mortes começam a crescer, e ele começa a ficar convencido de que isso é trabalho de mortos-vivos do vilarejo. Um jovem chamado Natsuno Yuuki, que odeia viver lá, começa a ser perseguido pela morte.

Na verdade, o que começou a chamar minha atenção para ver o anime foi… o fansub que traduzia. Pelo incrível que pareça, não vi sinopse nem procurei nada. Fui baixando direto, pois gostava muito da qualidade do deadsubs (que está praticamente “morto”), e achei que não me arrependeria baixando do mesmo. Mas na época vi até o episódio oito, e depois parei de ver por algum motivo que não lembro qual era. Esses dias, após minha ideia maluca de limpar meu MyAnimeList e ver tudo de novo, estava passando pelo BJ Share e vi que o anime estava disponível para download free, e não perdi tempo.

Antes de tudo, gostaria de falar uma coisa: gostei muito do jeito que retrataram o povo do interior. Conseguiram trazer todo o clima interiorano, simples, para todos (ou melhor, a maioria) dos moradores de Sotoba. As fofocas, o “conhecimento” sobre a vida da outra pessoa, comentários caso ocorra algo diferente, a simplicidade das pessoas, a felicidade sem motivo, únicos profissionais para cada tarefa… E não adianta falar que não são assim. Moro no interior de São Paulo, e todas essas características, assim como nos personagens principais, me incomodaram de início.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o uso da medicina no anime. Não a usaram como algo de background, e sim, muitas vezes, como o foco principal. Termos médicos e explicações de doenças e sintomas deixam tudo muito verdadeiro, extremamente próximo da realidade. Além de dar um quê de House MD, faz com que os acontecimentos e as situações passem um tanto longe da ficção e faz com que nos pensamos que tudo pode acontecer, mesmo usando artifícios de lendas e histórias um tanto conhecidas.

Aliás, essa utilização de lendas com a ficção e a realidade do anime é muito interessante. Algumas partes os personagens tentam diferenciar os três pontos, selecionando o que pode realmente acontecer da “extrema ficção”, onde apenas em livros, filmes e seriados podem proporcionar. Incrível como utilizaram algo tão… tão… desgastado (?) como vampiros e lobisomens e ainda assim conseguiram trazer assuntos e visões diferentes sobre o assunto (após essa enxurrada de Crepúsculos, Luas Novas, The Vampire Diaries), tudo numa visão de “descoberta” com pessoas que acabaram de virar essas criaturas.

A sensação de não conseguir respirar, ter que se acostumar a falar sem utilizar o oxigênio, ter o sangue frio em atacar uma pessoa para acabar com a fome insuportável e, em muitas vezes, atacar um parente ou alguém que você goste, o desespero de sair de uma cova enterrada, a esperança de que a pessoa que atacou reviva e passe a eternidade com você… Tudo foi bem representado no anime. Gostei muito, são coisas simples mas que trazem um pouco da “perfeição” da proximidade do real para o telespectador.

Outra coisa muito bem representada foi o nível e a evolução das emoções dos personagens presentes no anime. Há um momento que claramente percebemos isso. E calma, não vou soltar spoiler. Nessa cena em particular, o personagem sai da sua realidade e começa a agir fora do seu contexto normal, fazendo algo que não faria fora da situação presente. Isso ganha muitos pontos (pelo menos para mim). Como sempre digo, coisas pequenas que adicionam algo sempre são bem vindas (e necessárias). Inclusive, vocês vão saber de que momento eu estou falando, não tem como não perceber.

Os traços são bem interessantes. Geralmente não gosto de animes com discrepâncias de traços, mas no caso ficou bem legal.  Inclusive quero dar um destaque ao Tomio Ookawa e seu filho Atsushi (e sua mãe também, mas que aparece pouco) que possuem um traço bem… espalhafatoso. E não é só o traço que é assim, geralmente ele se casa com a personalidade dos personagens. Usando-os como exemplo, podemos ver que os traços espalhafatosos se coincidem com suas ações (que, aliás, tiraram bastantes risadas da minha parte, em vários momentos).

As trilhas sonoras são boas, incorporam bem ao anime e possuem um papel sempre relevante no gênero suspense. E sobre openings… Bom, prefiro a primeira. Enfim, a original sound track do anime ajuda a entrar no clima do mesmo, trazendo a sensação de tensão (só que mais fraca que Another). Não há nada de tão especial, mas fica aqui a observação da trilha sonora. E sobre ela trazer a sensação de tensão mais fraca que Another… Bom, vou explicar o motivo agora.

O que precisamos entender é que o anime Shiki não busca como finalidade o suspense, e sim a história sobre os vampiros/mortos-vivos e lobisomens. Há sim os elementos de suspense e talvez uma pitada de terror com pouquíssimo gore no início (apenas em cenas de mortidas) mas com muito no final (e com motivos, não é algo que foi colocado desnecessariamente), mas tudo fica em segundo plano em relação à história principal. Caso procure um anime de terror para levar sustos ou não conseguir dormir bem de noite… Shiki não é um bom anime para isso.

A história é bem envolvente, chamando sua atenção durante o anime todo, e não só para ver como vai terminar (como muitos animes atualmente), mas para ter o prazer de acompanhar o mesmo. Achei o número de episódios razoável, pois meia temporada de 13 episódios iria ficar muito rápido, já uma temporada completa de 26 episódios seria muito, e teria que enrolar um pouco (lembrando que não li o mangá, então não sei se foi totalmente fiel, se houve muita enrolação, se foi tudo muito rápido, e peço desculpas por isso).

O anime Shiki, com um total de 22 episódios, foi baseado no mangá de mesmo nome, composto de 11 volumes e lançado em dezembro de 2007, sendo finalizado em junho de 2011 (uns 6 meses depois do anime). Shiki também recebeu episódios especiais (20.5 e 21.5), lançados junto com as edições em Blu-Ray e DVD do anime. Descobri os especiais quando após ter finalizado a série, então não pude ver a ordem certa. Aliás, ainda nem vi os vi, mas acredito que não mudem tanto a minha opinião geral sobre a obra.

Enfim, acho que acabei me estendendo demais nesse review. Fiquei muito tempo sem postar, então estou meio que enferrujado, peço desculpas caso ocorra alguma diminuição de qualidade ou sei lá o quê. Espero, aliás, que saia mais posts com uma boa frequência. Ninguém merece um post a cada criação de blog, não? Gostaria de pedir desculpas novamente pelo mesmo motivo, e realmente, a situação não tá fácil pra ninguém. Se der, divulguem o post! E comentem também, seus comentários motivam muito! E obrigado pelas 500 visitas no blog!

3 ideias sobre “Review – Shiki

    1. yushuu Autor do post

      Então… Realmente, estou gostando um pouco de ambos, só que por enquanto estou dando prioridade para animes que já foram concluídos, então quando os mesmos estiverem assim, não hesitarei em fazer um review sobre eles! E obrigado😀

      Resposta

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s